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Não somos pedras, nem plantas, nem bichos; não somos deuses. Somos homens e mulheres. Somos criaturas como as pedras, mas temos vida. Também as árvores têm vida mas estão presas ao chão pelas raízes. Nós movemo-nos. Também os bichos se movem, mas funcionam regidos apenas por instintos. Nós temos inteligência, memória e vontade. Somos seres humanos ( às vezes bastante desumanos, com coração de pedra; às vezes incapazes de caminhar como as árvores e vivendo irracionalmente… ).Quem somos nós? De onde vimos? Para onde vamos?

Somos criaturas, somos pessoas, somos cristãos.

O Credo, resumo da revelação que Deus entregou à Igreja e que por ela tem sido confessada, celebrada e transmitida através das gerações, é o documento da nossa identidade. Nele encontramos a resposta às grandes interrogações que o homem se coloca a si mesmo: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? O que é a vida? O que é a morte? Onde está a felicidade? Qual é a origem e o fim de tudo o que existe?

O Credo mostra-nos quem somos revelando-nos o mistério de Deus que por amor nos chama à existência, nos redime e nos santifica, fazendo-nos participar desta comunhão que é a Igreja, povo a caminho da pátria celeste, da vida eterna, onde encontraremos, com toda a humanidade redimida, a nossa plena realização. Diz-nos que somos pessoas amadas, escolhidas e destinadas por Deus, já antes da criação do mundo, para sermos seus filhos. Para isso nos criou. Pelo mau uso da nossa liberdade tornámo-nos escravos do pecado mas fomos assumidos e resgatados por Cristo Nosso Senhor para nos tornar participantes da Nova Criação inaugurada na sua Morte e Ressurreição.

Pelo Espírito que recebemos somos Igreja. Sabemo-nos destinados à glória eterna, a ser semelhantes a Deus e participantes da sua natureza divina e temos, por isso mesmo, a missão de testemunhar no meio do mundo, por palavras e obras, a fé que professamos, a esperança que nos sustenta, e a caridade de Cristo que nos habita.

Somos cristãos e adoramos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, único Deus verdadeiro. Acreditamos em Jesus Cristo, Verbo de Deus feito homem no seio da Virgem Maria,  que morreu e ressuscitou por nós, está glorificado à direita do Pai e há-de vir julgar os vivos e os mortos no fim dos tempos. Acreditamos também no Espírito Santo, Espírito do Pai e do Filho que na Igreja Católica nos é comunicado pela Palavra e pelos Sacramentos, e esperamos a Ressurreição e a Vida Eterna. “Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja que nos gloriamos de professar em Jesus Cristo Nosso Senhor.”

Somos conforme acreditamos. E conforme acreditamos, também celebramos e agimos. Acreditar, celebrar, praticar ou, dizendo de outra maneira, Fé, Esperança e Caridade configuram, alimentam e resumem a vida do cristão.

Unidos a Cristo pelo Batismo, membros do Corpo de que Ele é a cabeça, somos chamados a ser, à nossa escala e segundo a medida que o Pai nos concede, aquilo mesmo que Cristo é: Filho, Irmão, Servo e Senhor. N’Ele, Filho unigénito de Deus somos filhos adotivos de Deus; n’Ele, que vindo ao mundo se fez nosso irmão, podemos tornar-nos irmãos para todos e reconhecer a todos como irmãos amando-os como Ele nos amou. Com o seu Espírito de Servo podemos ocupar alegremente o último lugar e servir os irmãos. Unidos a Ele, Senhor do universo, podemos administrar sabiamente os recursos naturais e as riquezas que produzimos. Sem Ele ficamos estranhos a Deus, inimigos ou indiferentes aos outros e escravos dos bens materiais.

Somos membros da Igreja Católica, povo que Deus adquiriu para si: raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo que o Senhor escolheu para ser o louvor da Sua glória e proclamar o Seu amor e a sua justiça no meio das nações. Como é necessário reavivarmos a consciência da nossa dignidade e da nossa missão! Como é urgente desencalharmos a nossa vida desta mediocridade que nos asfixia, despertarmos da rotina sonolenta que nos paralisa e reduz a tão pouco a nossa vida programada por Deus para coisas tão grandes e para dimensões tão sublimes! Abramo-nos à largueza do Reino de Deus desenhada nos artigos do Credo que professamos, na Fé em que fomos batizados e que, na Páscoa que se aproxima, iremos de novo proclamar solenemente.

É fácil dizer o Credo. Basta sabê-lo de cor. Proclamá-lo com obras e com a vida toda, dar testemunho de que a palavra incarnou em nós, supõe um processo de crescimento, uma cultura que o Espírito de Deus realiza em nós e com a nossa colaboração no seio da Igreja. A Quaresma que vamos iniciar é o tempo favorável para essa cultura. Não o desperdicemos porque está em jogo a nossa felicidade, o futuro da sociedade a que pertencemos, e o destino do próprio mundo.

                                                                                                         J. Marcos
Quinta, 26 de Fevereiro de 2015