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Este é o tempo favorável para nos convertermos a Deus e para nos reconciliarmos com Ele! Este é o tempo favorável para deixarmos de viver para nós próprios (2Cor 5, 17) e para cultivarmos juntos esta maravilha que é sermos Igreja Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo.





1 - É este o tempo favorável; é este o dia da Salvação (2Cor 6,2)!

No início da Quaresma deste ano quero fazer ressoar para vós, queridos irmãos e irmãs, estas palavras da 2ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, palavras que concluem a 2ª leitura da primeira missa da Quaresma, em quarta-feira de Cinzas: este é o tempo favorável para deixarmos o Egito do pecado e para caminharmos no deserto como Povo de Deus, rumo à Terra Prometida, rumo à comunhão divina com Cristo e com o Seu Pai, no Espírito Santo. Este percurso da Quaresma, feito em Igreja, fará com que o Corpo de Cristo se forme em nós e faça de nós Seus membros vivos e ativos. Fará também com que sejamos transformados em Templos de Deus habitados pelo Seu Espírito, em lugares do encontro e da reconciliação de Deus com os homens e dos homens entre si, lugares onde a beleza divina se manifesta na terra. Este é o tempo favorável para nos convertermos a Deus e para nos reconciliarmos com Ele! Este é o tempo favorável para deixarmos de viver para nós próprios (2Cor 5, 17) e para cultivarmos juntos esta maravilha que é sermos Igreja Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo.


2 – Somos o povo de Deus! Na Páscoa, Deus libertou do Egito o povo de Israel, conduzido por Moisés. Guiado por ele, atravessou o Mar Vermelho e recebeu, no Sinai, a Lei de Deus. Acolhendo a Sua Lei, Israel tornou-se o Povo de Deus. Quarenta anos no deserto transformaram aquele grupo de escravos num povo organizado, capaz de conquistar a Terra Prometida pelo Senhor aos antigos Patriarcas, a Abraão, a Isaac e a Jacob.

Cristo é o novo Moisés que na Páscoa da Nova Aliança nos libertou da escravidão dos nossos pecados, e agora nos apascenta e nos conduz à Pátria Celeste, ao reino glorioso do Seu Pai. Por meio d’Ele, pela Sua graça, Deus faz de nós Seus filhos adotivos e povo da Sua propriedade. É como membros desse povo que caminhamos para a Terra Prometida, para o Céu. A esperança do céu purifica as motivações do nosso viver, leva-nos a pedir e a receber o perdão dos nossos pecados e a participar na Eucaristia, na qual nos é dado, como novo maná e alimento da Vida Eterna, o Corpo e o Sangue de Cristo. Assim aprendemos que o homem vive não só de pão, mas de toda a Palavra que lhe vem de Deus (cf. Dt 8,3). E experimentamos também que essa Palavra transfigura as nossas vidas.


3 – Somos templos do Espírito Santo, somos, neste mundo, habitação do próprio Deus! Participamos do Sacerdócio de Cristo pelo qual tudo é encaminhado para o Pai e oferecido a Ele, num culto espiritual. Enraizados em Cristo pelo nosso Batismo para vivermos a Sua mesma vida, a oração diária faz parte da nossa existência. Por ela recebemos o Espírito Santo, Mestre da Vida Interior e Conselheiro Admirável, que nos dá o discernimento necessário para decidirmos a nossa vida de acordo com a vontade de Deus. Como diz o salmo 91,2, é bom louvar o Senhor e cantar salmos ao Vosso nome, ó Altíssimo. Fomos criados precisamente para isso, para sermos o louvor da glória de Deus.

Nesta Quaresma, irmãos caríssimos, tomemos consciência da dimensão sacerdotal das nossas vidas e ponhamos em prática estas palavras da 1ª Carta de S. Pedro (2,4-5.9-10): Aproximai-vos d’Ele, Pedra viva, rejeitada, é verdade, pelos homens, mas eleita e preciosa aos olhos de Deus. Do mesmo modo também vós, como pedras vivas, deixai-vos integrar num edifício espiritual, dedicai-vos a um sacerdócio santo a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (…) Vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa; (…) vós que outrora não éreis povo agora sois o Povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia.


4 – Conseguir e manter a sua unidade como povo foi tarefa bem difícil para o povo de Israel. E para nós, membros do Corpo de Cristo, também não é coisa fácil. Ao longo dos séculos, tantas divisões destruíram a unidade da Igreja, impedindo-a de testemunhar a caridade e de anunciar o Evangelho com aquela autoridade e simplicidade próprias dos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo. E hoje, nas nossas comunidades e grupos paroquiais, quantas pessoas divididas que não se amam! Sejamos membros vivos da Igreja! Reconciliemo-nos, irmãos, e trabalhemos em ordem ao bem comum de todo o Corpo! Tomemos consciência de que, sem vida comunitária, o nosso cristianismo fica reduzido a uma religiosidade estéril, a uma almofada psicológica que não pode dar-nos a Vida Eterna de Cristo, Filho de Deus. Deus é amor. Deus é a comunhão das Três Pessoas Divinas, Pai, Filho e Espírito Santo. E a promessa que Jesus nos fez, consiste nisto: onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles (Mt 18,20). Assim sendo, edifiquemos a Igreja, façamos jejum e demos esmola, tornemo-nos pequenos aos nossos próprios olhos e aprendamos a dar espaço, a amar e a servir os irmãos com verdadeira humildade.

A propósito da esmola, irmãos caríssimos, aproveito para vos comunicar que a Renúncia Quaresmal da nossa diocese somou, no ano passado, a quantia de 28.166,59 euros. A Renúncia Quaresmal deste ano destinar-se-á aos cristãos que vivem na Terra Santa (50%) e à nossa diocese de Beja (50%). Sede generosos, tendo presente que a esmola apaga uma multidão de pecados.


5 – Queridos irmãos e irmãs: vivamos a Quaresma caminhando como povo de Deus para a Terra Prometida, e cultivando a comunhão fraterna como membros vivos do Corpo de Cristo Ressuscitado, aproximando-nos daqueles que nos ofenderam e reconciliando-nos com eles. Arrependidos dos nossos pecados, confessemo-los no Sacramento da Reconciliação para que se renove a graça do nosso Batismo. Sem uma confissão bem feita, nenhum de nós poderá viver, com verdade, a Páscoa do Senhor. A oração mais intensa, o jejum e a esmola sejam nossa prática habitual ao longo destes quarenta dias que antecedem as Festas Pascais. Por meio deles preparemos a nossa Profissão de Fé, a Renovação das Promessas do Batismo, para que tenham o peso da verdade o Sim, renuncio! e o Sim, creio! que vamos responder ao Senhor na noite da Páscoa. E gozaremos a maravilhosa beleza resultante da verdade e da caridade que se encontram na Igreja Católica, Povo de Deus, Corpo de Cristo, e Templo do Espírito Santo.


Rezai por mim.

                                                                                     + J. Marcos




























































































































































































































































































































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Terça, 13 de Fevereiro de 2018